p≡p – pretty Easy privacy

Volker Birk é anarquista. Militante do Chaos Computer Club, organização que defende as liberdades digitais e o direito de todos de « bidouiller », diz o Le Monde, que é a palavra que os franceses usam para to hack, já tão badalada e repetida. Não gosta da ingerência estatal na vida das pessoas, como é próprio ao ideário anarquista, nem das transnacionais. Leon Schumacher dirige um grupo que foi responsável pela informatização de vários grupos internacionais, como Novartis ou ArcelorMittal.

Nada ou muito pouco levaria os dois a juntos trabalharem – e menos ainda a elaborarem conjuntamente um projeto que deseja impedir à espionagem de comunicações. Trata-se do « Pretty Easy Privacy » (pEp). O nome não é por acaso, é uma alfinetada no velho PGP, o « Pretty Good Privacy », reconhecido padrão de cifragem de chaves assimétricas. Sistema de chaves públicas poderoso, mas com certa complexidade, e limitado pelo sua falta de escalabilidade.

« PGP é um fracasso »
« PGP é um fracasso, diz Voler Birk, porque as pessoas não sabem dele se servir ». Para os desenvolvedores do pEp os sistemas OpenPGP são demasiadamente complexos, dependende de inúmeras configurações, e chegando mesmo Birk a falar em tédio. O alvo principal de crítica é, por conseguinte, o uso irritante da senha. Por isso mesmo, conclui o desenvolvedor: « Abandonamos completamente a senha ... é uma das razões pelas quais as pessoas não usam o PGP. » O pEp parte de um outro principio, é a segurança da ferramenta usada pata a comunicação – código PIN num tefefone, senha de sessão num post compartilhado, acesso ao micro pessoal – que fornece a segurança.

Ler no Le Monde - França Info suplementar: http://www.pep-project.org Vídeo YT: p≡p ­– reclaim your privacy

 
Revisão v. 1.0