RenatoMartini.Net

Category: OpenVMS (page 2 of 2)

Discos novos no OpenVMS

A instalação de discos novos num sistema operacional é muito comum, atendendendo necessidades de expansão e backup. No OpenVMS é relativamente simples.

Inicialmente vejamos os HDs disponíveis no OpenVMS, listando os discos SCSI:

$ SHOW DEV DKA

Device                  Device           Error    Volume         Free  Trans Mnt
 Name                   Status           Count     Label        Blocks Count Cnt
VMS0$DKA0:              Mounted              0  ALPHASYS      14914896   324   1
VMS0$DKA100:            Online               0  
VMS0$DKA400:            Online wrtlck        0

Já sabemos que o disco que queremos inicializar (ou formatar na linguagem mais comum), marcado pela seta, é o "DKA100", que é marcado como on line, o que significa que foi reconhecido pelo kernel, mas ainda não está pronto para o uso. O comando INIT por default usará o sistema de arquivos do OpenVMS "Files-11 On-Disk Structure Level 5(ODS-5).

INITIALIZE ou INIT é chamado do terminal com a indicação do HD desejado, logo após interativamente pedirá um "label" para o disco, usarmos "dsk1", mas poderia ser um label qualquer.

$ INITIALIZE DKA100
_Label: DSK1

 


Uso do comando INITIALIZE: "INITIALIZE device-name[:] volume-label"
 
O comando INIT tem vários qualificadores que fazem ser bem complexo, mas podem ser resumidos na capacidade do OpenVMS em apagar (destruir efetivamente) os dados que porventura já existam, outrora gravados, nesta unidade de disco. Por padrão o INIT aplicará o file high-water mark (FHM) que imperdirá que o leitor recupere arquivos que ele não criou.
 

Algumas opções

  1. /GPT: cria uma tabela de partição GUID gravando a informação de boot em [......]GPT.SYS
  2. /NOSHARE: restringe o acesso ao disco inicializado
  3. /ERASE=INIT: apaga os arquivos orignais do disco


 

Agora com "MOUNT" montamos o disco num "logical-name", que é muito semelhante ao que o Unix/Linux chama de ponto de montagem, porém esta montagem em OpenVMS exige mandativamente o uso do label escolhido:

$ MOUNT VMS0$DKA100: DSK1 DSK1
%MOUNT-I-MOUNTED, DSK1 mounted on _VMS0$DKA100:

Ou seja: MOUNT recebe os seguintes parâmetros, nome do node, aqui a máquina se VMS0, mais o dispositivo DKA100 (VMS0$DKA100), o label usado "DSK1" e o nome lógico (ponto de montagem) usado "DSK1" também. Vejamos agora se de fato o HD foi montado corretamente:

$ SHOW DEV DKA100

Device                  Device           Error    Volume         Free  Trans Mnt
 Name                   Status           Count     Label        Blocks Count Cnt
VMS0$DKA100:            Mounted alloc        0     DSK1        4110272     1   1  
   


 
Revisão v. 1.2
 

O TCP/IP nos sistemas operacionais VMS

Melhor seria dizer: os eternos sistemas operacionais VMS...

O VMS (Virtual Memory System) é uma família de sistemas operacionais feitos pela Digital Equipment Corp. — DEC — desde os anos 70, inicialmente para máquinas VAX (Virtual Address eXtension), depois para processadores Alpha (AXP) e até sua descontinuidade em máquinas Intel 64 bits.


As máquinas VAX foram desenvolvidas do MicroVAX até se encerrar na série 6000. A DEC renomeou o VMS para OpenVMS com a adoção do padrão POSIX1.

Extremamente robustos ainda rodam mundo afora em aplicações críticas. Sejam em equipamentos remanescente, que pela qualidade do hardware sobrevivem, ou por uma variedade de ótimos emuladores, que permitem tratar todo esse legado de aplicações com grande qualidade, sem a necessidade de reescrevê-las. A maior parte desses emuladores é distribuído como freeware, pode ser baixado e usado com limitações (por exemplo: emulando só uma CPU, apenas 4 discos, etc). A ISO do OpenVMS (v. 8.3) e suas licenças de uso podem ser obtidas na programa hobbista da DECUserve2. A inscrição no programa também irá possibilitar o acesso a um AlphaServer do projeto.

O OpenVMS desde sua versão 7.x colocou lado a lado no SO o suporte TCP/IP3 e o DECnet4, este último, como já demonstra o nome, nativo dos sistemas DEC (herdados pela Compaq/HP que adquiriram a empresa 1998). Com a convivência a partir dos anos 80 do DECnet com o padrão IEEE 802.3 Ethernet, o o sistema VMS foi um dos responsáveis pela difusão do padrão ethernet de cabeamento e rede, hoje dominante. O trio DECnet+ethernet+clusterização foi tremendamente inovador naqueles anos, garantido também aos sistemas da DEC serem roteáveis e escaláveis computacionalmente.

Os serviços tradicionais de rede TCP/IP que rodam no OpenVMS são tremendamente estáveis. São bastante fáceis de configurar por conta dos menus interativos. Basta chamar do prompt, com os privilégios de administrador ("system") a ferramenta de configuração:

$ @ TCPIP$CONFIG.COM

Nota sobre os comandos no VMS5

No menu que segue o comando escolha a configuração da interface de rede (WE0), habilitando-a ou com DHCP ou com um IP fixo, conforme a rede a ser instalada. Escolha "core environment" e depois a interface de rede do sistema em questão:


HP TCP/IP Services for OpenVMS Interface & Address Configuration Menu

 Hostname Details: Configured=Not Configured, Active=Not Configured

 Configuration options:

   1  -  WE0 Menu (EWA0: TwistedPair 100mbps) (Managed by DHCP client - PRIMARY)

  [E] -  Exit menu

Enter configuration option:

Depois de levantada a interface e ligado o DHCP, devemos dar partida do nos serviços TCP/IP propriamente. Podemos escolher 6 no Menu Principal de configuração "Startup HP TCP/IP Services for OpenVMS". Deve-se ler a saída da tela para observar o sucesso da instalação:


%TCPIP-I-INFO, TCP/IP Services startup beginning at  3-SEP-2013 23:16:22.03
%TCPIP-I-INFO, creating UCX compatibility file SYS$COMMON:[SYSEXE]UCX$SERVICE.DA
T
%TCPIP-I-NORMAL, timezone information verified

%RUN-S-PROC_ID, identification of created process is 00000259
%%%%%%%%%%%  OPCOM   3-SEP-2013 23:16:23.65  %%%%%%%%%%%
Message from user INTERnet on KANT                              
INTERnet Loaded

%%%%%%%%%%%  OPCOM   3-SEP-2013 23:16:23.65  %%%%%%%%%%%
Message from user INTERnet on KANT
Subsystem "inet" configured by process 00010059   
Status: success                         

%%%%%%%%%%%  OPCOM   3-SEP-2013 23:16:23.65  %%%%%%%%%%%
Message from user INTERnet on KANT
Subsystem "net" configured by process 00010059   
Status: success
(...)
%TCPIP-S-STARTDONE, TCPIP$DHCP_CLIENT startup completed   
%TCPIP-S-STARTDONE, TCP/IP Services startup completed at  3-SEP-2013 23:16:39.70

Startup request completed.

Observe-se as indicações de rede e IP obtidos com êxito e o nome do node, no nosso caso "KANT", na linguagem DECnet, ou hostname na linguagem Unix. Após o carregamento com sucesso do TCPIP, saia do menu de configuração e de volta ao prompt de comando use a ferramenta "ifconfig", para listas as interfaces presentes:

$ IFCONFIG -A

E então veremos, no nosso caso a interface WE0 com o IP configurado:


LO0: flags=100c89
     inet 127.0.0.1 netmask ff000000 ipmtu 4096

TN0: flags=80

TN1: flags=80

WE0: flags=c63
     inet 192.168.2.10 netmask ffffff00 broadcast 192.168.2.255 ipmtu 1500   

Podemos usar igualmente o programa próprio do OpenVMS — "SHOW"6 — para investigar a configuração executada;

$ SHOW NETWORK


Product:  DECNET           Node:  KANT                   Address(es):  1.1
Product:  TCP/IP           Node:  kant.rm.org            Address(es):  192.168.2.10

Voltando ao Menu de configuração podemos agora iniciar os serviços (servers e clients) tradicionais TCP, tais como ssh, ftp, NFS, etc. Mais uma vez acompanhe as saídas da tela para observar o carregamento.


HP TCP/IP Services for OpenVMS Server Components Configuration Menu

  Configuration options:

    1 - BIND         Disabled Stopped      12 - NTP          Disabled Stopped
    2 - BOOTP        Disabled Stopped      13 - PC-NFS       Disabled Stopped
    3 - DHCP         Disabled Stopped      14 - POP          Disabled Stopped
    4 - FINGER       Disabled Stopped      15 - PORTMAPPER   Disabled Stopped
    5 - FTP          Disabled Stopped      16 - RLOGIN       Disabled Stopped
    6 - IMAP         Disabled Stopped      17 - RMT          Disabled Stopped
    7 - LBROKER      Disabled Stopped      18 - SNMP         Disabled Stopped
    8 - LPR/LPD      Disabled Stopped      19 - SSH          Disabled Stopped
    9 - METRIC       Disabled Stopped      20 - TELNET       Disabled Stopped
   10 - NFS          Disabled Stopped      21 - TFTP         Disabled Stopped
   11 - LOCKD/STATD  Disabled Stopped      22 - XDM          Disabled Stopped


    A  -  Configure options 1 - 22
   [E] -  Exit menu

Enter configuration option: 19

Use agora o comando "SHOW NETWORK/FULL" para observar os serviços agora presentes no sistema e em pleno funcionamento:


Device_socket  Type    Local  Remote  Service           Host

  bg18        DGRAM       68       0                   *
  bg19        DGRAM     4999       0                   *
  bg42        STREAM     513       0  RLOGIN           *
  bg44        STREAM     514       0  RSH              *
  bg47        STREAM      22       0  SSH              *
  bg50        STREAM      23       0  TELNET           *
  bg54        DGRAM      177       0  XDM              *
  bg55        STREAM   49152       0                   *
  bg64        STREAM      21       0  FTP              *
  bg3521      DGRAM        0       0                   *
  bg3522      DGRAM        0       0                   *
  bg3528      STREAM     705       0                   *
  bg3529      DGRAM      161       0  SNMP             *
  bg3535      STREAM   49185     705                   127.0.0.1
  bg3546      STREAM   49186     705                   127.0.0.1
  bg3548      STREAM   49187     705                   127.0.0.1
  bg3553      STREAM     705   49185                   127.0.0.1
  bg3554      STREAM     705   49186                   127.0.0.1
  bg3555      STREAM     705   49187                   127.0.0.1

Os comandos no OpenVMS não precisam ser digitados por completo, não havendo ambiguidade, pode digitá-los em parte. Por exemplo: "SHOW NETWORK" poderia ser "SHO NET", e já com o parâmetro "FULL": "SHO NET/F"...

 

Os próximos passos em se tratando de um SO novo, é criar usuários para o uso dos serviços de rede. Há duas opções, uma passo a passo usando o "AUTHORIZE" (UAF) ou o script "ADDUSER.COM" ("@SYS$EXAMPLES:ADDUSER.COM"). O Manual do OpenVMS ("Adding User Accounts") documenta ambos os usos.

Outro aspecto importante: uma máquina VMS é feita para raramente ser desligada, então a configuração TCP/IP aqui descrita se perderá no caso de um reboot, tendo que ser refeita. Para corrigir isso terá que se editar o arquivo de partida do OpenVMS chamado "SYSTARTUP_VMS.COM". Retire o "!" (o comentário no mundo DCL/VMS...) da última linha:


! Uncomment the following command to start all versions of
! Digital TCP/IP Services for OpenVMS beginning with V5.0.
!
$ @SYS$STARTUP:TCPIP$STARTUP.COM   

Editando o SYSTARTUP_VMS.COM

Editando o SYSTARTUP_VMS.COM


Algumas referências:
 
OpenVMS.org: http://www.openvms.org/pages.php?page=Beginner
Vax/VS help: http://marc.vos.net/books/vms
OpenVMS Notes - GNV (Gnu Not Vms):
HoffmanLabs: http://labs.hoffmanlabs.com/blog/1
DECUServe On-Line: http://encompasserve.org

 


Revisão v. 1.5
 

  1. POSIX.1-2008 defines a standard operating system interface and environment, including a command interpreter (or “shell”), and common utility programs to support applications portability at the source code level. POSIX.1-2008 is intended to be used by both application developers and system implementors and comprises four major components: POSIX.1-2008. []
  2. OpenVMS Hobbyist Program Introduction. []
  3. Pacote na versão atual do OpenVMS 8.3 DEC AXPVMS TCPIP V5.6-9 []
  4. Atual DEC AXPVMS DECNET_OSI V8.3 []
  5. O VMS possui uma linguagem de script chamada DCL (Digital Command Language), programas ".COM" que são executados com o uso inicial do "@", e os executáveis ".EXE" devem usar o "$". []
  6. Consulte "HELP SHOW" para mais opções. []
Newerposts

Copyright © 2018 RenatoMartini.Net

Theme by Anders NorenUp ↑