Estou participando em Recife do Seminário  "Nordeste 2030" organizado pela Sudene e outras entidades responsáveis  por refletir  e propor cenários estratégicos para o nordeste de nosso  país. Na minha intervenção apresentei alguns números, apenas para dimensionar a importância da desmaterialização de processos para o desenvolvimento de nosso país .

Para se fabricar digamos 1 tonelada de papel reciclado são usados 2.000 litros de água. Para produzir a mesma quantidade a partir da madeira, ou seja, papel não  reciclado, gastam-se 100.000 litros e 5.000KWh de energia para sua produção e serão necessários de 50 a 60 árvores de eucalipto. Esta uma tonelada de papel equivale a aproximadamente 210.000 folhas. Numa média de 5 folhas por documento, 1 tonelada de papel equivale a 2.000 documentos; 28 toneladas de papel equivale ao desmatamento de 1 hectare de floresta.

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(Fonte: FOELKEL, C. E. B.; BARRICHELO, L. E. G.. Tecnologia de celulose e papel. Piracicaba: ESALQ-USP, 1975)

No Certforum 2012 do Rio de Janeiro, Dr. Fábio Porto juiz do Tribunal de Justiça, apresentou dados interessantes que podem de certa forma serem universalizados. reproduzo aqui tais dados. Naquele Tribunal, um processo tem em média 121 folhas. Temos aproximadamente 7 milhões de processos em curso. Como cada processo tem em média 121 folhas, no total teremos aproximadamente 847.000.000,00 milhões de folhas.O número total de folhas de processos no TJRJ corresponde aproximadamente a 403.333,00 toneladas de papel. O que representa aproximadamente 14.404,76 desmatado hectares de floresta.

Mas deve ser lembrado que não está em jogo somente o consumo de insumos para o papel e a impressão aqui citados, há sobretudo o consumo de carbono. NFe, contratos de câmbio eletrônicos, o processo judicial eletrônico, sao documentos que nascem digitalmente, e realuzam seu ciclo de vida neste formato, -- não há nenhum veículo os transportando...

Assista aqui a abertura do evento: http://www.youtube.com/watch?v=9AxfrDMPwbk